Diamantes na Travessia do Altântico e
Ecos das Travessias, O Brasil nas Colecções do Palácio da Ajuda
 
O Museu Imperial em Petrópolis associa-se ás celebrações dos 200 anos da chegada da corte de portuguesa ao Brasil, oferecendo uma série de exposições temáticas assim como ciclos de palestras alusivos à efméride.
 
Os Diamantes na Travessia do Atlântico
Rui Galopim de Carvalho, Gemólogo
 
As campanhas de bandeirantes pelo interior do Brasil deram preciosos frutos logo em finais do séc. XVII com a descoberta de ouro em Minas Gerais. Semelhante façanha foi conseguida no segundo quartel de setecentos com a localização dos que viriam a ser os mais ricos jazigos de diamantes do Mundo até 1867, ano em que a África do Sul entra em força no panorama gemológico mundial. Até então, apenas a Índia e, mais timidamente o Bornéu, tinham depósitos conhecidos desta gema, mas em quantidades muito inferiores às que começaram a surgir no Brasil. O diamante brasileiro foi o grande impulsionador do esplendor da joalharia europeia de setecentos provocando, pela sua quantidade e qualidade, uma verdadeira revolução no conceito de jóia. As jóias da coroa portuguesa, por exemplo, que atravessaram o Atlântico há precisamente 200 anos, não fizeram mais do que fazer regressar momentaneamente a casa alguns dos mais exuberantes exemplares destes mesmos diamantes tão falados por famosos visitadores do Brasil, tais como John Mawe e o Barão de Eschwege.
 
Data: 11 de Março, 14:00h 
Local: Museu Imperial, Rua da Imperatriz, 220 - Petrópolis
 
 
Ecos das Travessias, o Brasil nas Colecções do Palácio Nacional da Ajuda
Cristina Neiva Correia, Conservadora
 
O Palácio Nacional da Ajuda integra no seu acervo peças directamente ligadas ao Brasil, quer na sua produção, como a regalia de D. João VI (coroa, ceptro e manto), quer por terem feito a travessia de ida e volta à Metrópole acompanhando a Família Real, como a extraordinária Baixela Germain. Retratos da família real, pintados ou já em fotografia, condecorações, registos de arquitecturas efémeras, surgem como ecos dessa fabulosa viagem e estada, desses tempos agitados. Como ecos em que se transformaram, a qualidade de informação ligada a essas peças é variável, foi prejudicada pela distância, por esse imenso oceano que nos separa, pelos tempos agitados que precederam a partida e turvaram a chegada. Esta é uma ponte lançada que as peças do puzzle possam ir encaixando e a linha da história sofra menos interferências, menor ruído, para que a investigação se vá completando dos dois lados.
 
Data: 11 de Março, 16:00h 
Local: Museu Imperial, Rua da Imperatriz, 220 - Petrópolis
 
 
Mais informações por telefone directamente para o Museu Imperial (24) 2237 8000
Palestras no Museu Imperial
5 de março de 2008