Seminários de Gemologia na UACS
 
No seguimento das acções de formação anteriormente organizadas pela UACS - União das Associações do Comércio e Serviços, anuncia-se que o próximo terá lugar na R. Castilho, 14, 2º andar, em Lisboa já a 20 de Março tendo o título de "Pedras Sintéticas - Estado Actual do Mercado".
Junta-se também a programação dos 8 seminários agendados para este primeiro quadrimestre de 2008 assim informação quanto ais seus conteúdos. Este ano introduz-se um novo tipo de acção de cariz mais teórico, a custo mais reduzido e com menor tempo de duração (ver detalhes em baixo).
 
Programação das Acções
Data        Seminário                                                                          Duração    UACS   Normal
20 Mar    Pedras Sintéticas - Estado Actual no Mercado                   120 min        40€    45€
27 Mar    Entender, Promover e Vender Gemas Tratadas                 90 min        20€    25€
17 Abr    Critérios de Avaliação nas Pedras de Cor                      90 min        20€    25€
24 Abr    Critérios de Classificação da Pureza em Diamantes        120 min        40€    45€
 
 
Valores com IVA incluído (21%)
Todas as acções decorrem em dois horários: laboral (início às 16:30) ou pós-laboral (início às 19:30)
INFORMAÇÕES SOBRE INSCRIÇÕES EM BAIXO
 
IMPORTANTE - Recomenda-se vivamente que os inscritos tragam as suas próprias lupas para os seminários teórico-práticos mas, em caso de necessidade, um pedido atempado (no acto de inscrição) fará disponibilizar o necessário material de trabalho.
 
CONTEÚDOS PROGRAMÁTICOS DAS ACÇÕES SEGUINTES
 
 
JANEIRO - quinta-feira, dia 24
Horários (Laboral - das 16:30 às 18:00 ou Pós-Laboral - das 19:30 às 21:00)
Diamantes Sintéticos: Problema ou Oportunidade?
A descoberta de diamantes sintéticos com qualidade gemológica nos anos 1970 abriu caminho ao aperfeiçoamento das técnicas de produção de alta-pressão e alta-temperatura que, hoje em dia, permitem a síntese de diamantes de alta qualidade, designadamente em tons de amarelo, azul e rosa. Outros métodos de produção menos onerosos, designadamente o CVD (Carbon Vapour Deposition) estão a desenvolver diamantes também de qualidade gemológica potenciando novos produtos num futuro próximo. Não obstante a separação entre diamantes naturais e sintéticos ser um desafio, por vezes apenas possível em laboratórios gemológicos equipados com tecnologia adequada, há que estar atento à presença no efectiva destes produtos, antecipando-se a sua quase inevitável presença significativa nos mercados em anos próximos.
 
 
FEVEREIRO - quinta-feira, dia 14
Horários (Laboral - das 16:30 às 18:30 ou Pós-Laboral - das 19:30 às 21:30)
Cálculo de Pesos em Pedras Cravadas
Numa situação de avaliação ou de análise descritiva de joalharia ocorre muitas vezes a necessidade de se saber o peso das gemas engastadas. Na impossibilidade de se descravarem as pedras, há formas de estimar o peso mediante a sua medição rigorosa e, de acordo com o estilo de lapidação, proporções gerais e o material gemológico em causa, aplicar fórmulas matemáticas cujos resultados são uma aproximação razoável do peso em quilates.
Programa
Primeira hora (teoria): Definição de quilate. Apresentação dos estilos da lapidação mais comuns. Conceito de densidade e peso específico. Introdução das fórmulas matemáticas para o cálculo estimativo de materiais gemológicos.
Segunda hora (prática): Utilização da craveira de precisão. Medição de pedras soltas e pedras cravadas para estimativa do seu peso. Casos práticos com diamantes, rubis, safiras, quartzo, topázio e zircónia.
 
 
FEVEREIRO - quinta-feira, dia 21
Horários (Laboral - das 16:30 às 18:00 ou Pós-Laboral - das 19:30 às 21:00)
Gemas na Joalharia Portuguesa do séc. XVIII
A descoberta dos diamantes no Brasil na década de 1720 impulsionou a pesquisa mineira pelo território, o que resultou na descoberta de outras gemas cuja utilização muito influenciou a joalharia portuguesa em particular na segunda metade do século. Topázios imperiais, crisoberilos, ametistas, granadas, águas-marinhas, berilos incolores e topázios incolores são apenas alguns dos exemplos. Os estilos de lapidação e de cravação são também característicos, assim como expressões comerciais, tais como “minas novas”, “ crisólita” e “pingo d’água”. O impacto destas gemas na joalharia portuguesa de então torna-a numa das mais coloridas no contexto europeu, constituindo também um dos mais interessantes períodos da criação nacional.
 
 
MARÇO - quinta-feira, dia 20
Horários (Laboral - das 16:30 às 18:30 ou Pós-Laboral - das 19:30 às 21:30)
Pedras Sintéticas e Artificiais
As pedras sintéticas, ou seja, cristais com a mesma composição e estrutura cristalográfica que os seus correspondentes naturais surgiram com impacto nos mercados apenas no início do séc. XX com a introdução dos rubis sintéticos de fusão, pelo método desenvolvido por A. Verneuil. Pelo mesmo método, e nas primeiras décadas desse século, surgiram a safira sintética e a espinela sintética em várias cores, o que forneceu à indústria de joalharia substitutos para gemas variadas. As grandes evoluções na ciência conduziram ao melhor domínio do crescimento dos cristais,
Programa
Primeira hora (teoria): Apresentação dos produtos artificiais mais comuns em gemologia (e.g. diamante, rubi, safira, esmeralda, quartzo, espinela, YAG, GGG, moissanite sintética e zircónia cúbica), sua história, presença actual no mercado e características fundamentais.
Segunda hora (prática): Observação de cristais e pedras lapidadas de materiais gemológicos artificiais variados, incluindo diamante, moissanite sintética, rubi, safira, esmeralda, quartzo, espinela, YAG, GGG e zircónia cúbica.
 
 
MARÇO - quinta-feira, dia 27
Horários (Laboral - das 16:30 às 18:00 ou Pós-Laboral - das 19:30 às 21:00)
Compreender, Promover e Vender Pedras Tratadas
No mercado actual uma porção significativa dos materiais gemológicos são tratados ou melhorados pelo Homem, ora para os tornar mais atraentes e comercialmente viáveis, ora para lhes conferir a consistência e durabilidade necessárias à sua utilização em joalharia. Os processos de tratamento são em alguns casos usados há vários séculos e empregues quase como rotina em algumas pedras, não obstante haver dessa situação pouco conhecimento no mercado. Segundo os regulamentos da CIBJO - Confederação Mundial da Joalharia, existem processos (e.g. irradiação, tingimento, impregnação) cuja utilização implica uma menção expressa ao consumidor final, havendo outros (e.g. tratamento térmico) que apenas implicam uma informação genérica. Não obstante se compreender que não será tarefa fácil este tipo de abordagem, esta recomendação da CIBJO é essencial para ter do consumidor uma decisão informada na sua compra de joalharia, salvaguardando-se a sua confiança no sector.
 
 
 ABRIL - quinta-feira, dia 17
Horários (Laboral - das 16:30 às 18:00 ou Pós-Laboral - das 19:30 às 21:00)
Critérios de Avaliação de Pedras de Cor
Se para os diamantes, e hoje em dia para alguns tipos de pérolas, existem regras de classificação bem definidas, o mesmo não se pode dizer do vasto e variado mundo das pedras de cor. Tal situação não ajuda os profissionais a entenderem com facilidade os seus patamares de valor. Assim, torna-se fundamental, pelo menos, ter uma ideia de quais são os factores mais importantes e determinantes para a compreensão do seu valor. Sendo verdade que os factores de qualidade variam de gema para gema, existem determinados factores que se podem salientar: cor, tonalidade, intensidade e saturação; pureza, brilho, cristalinidade (grau de transparência), inclusões, dimensões e lapidação. Em certos casos a proveniência geográfica joga um papel importante no valor. São todos estes factores que separam as gemas comerciais, das extra e das verdadeiramente excepcionais.
 
 
 
ABRIL - quinta-feira, dia 24
Horários (Laboral - das 16:30 às 18:30 ou Pós-Laboral - das 19:30 às 21:30)
Critérios de Classificação de Pureza em Diamantes
O diamante tem, desde 1953, um sistema de classificação desenvolvido pelo GIA - Gemological Institute of America que ainda hoje é o utilizado na maioria dos laboratórios gemológicos e que é conhecido como os 4 C’s, do inglês Color, Clarity, Cut e Carat. A pureza (ou claridade) é um desses factores e a sua aferição é efectuada ora à vista desarmada, ora sob um aumento de 10x. Para tal são procuradas tanto as características externas, tais como, nicks, cavidades, naturais e linhas de polimento, como as internas, tais como inclusões sólidas, cristais negativos, clivagens e fracturas. Da observação do tipo, dimensão, número e posição destas características um profissional experimentado determina o grau de pureza que é relevante na sua avaliação comercial.
Programa
Primeira hora (teoria): Apresentação dos 4Cs na classificação do diamante. Definição de pureza (ou claridade) no diamante lapidado e graus de classificação na escala do GIA. Características externas e internas do diamante e condições de observação e critérios para a aferição da classificação.
Segunda hora (prática): Observação de diamantes à vista desarmada e à lupa de 10x para determinação aproximada do seu grau de pureza.
 
 
INSCRIÇÕES
 
Custo:
Sessões Teórico-Práticas: 45 € por sessão (associados UACS e estudantes 40 €) - IVA incluído (21%)
Sessões Teóricas: 25 € por sessão (associados UACS e estudantes 20 €) - IVA incluído (21%)
A pré-inscrição em 4 ou mais seminários beneficia de um desconto de 10% no valor total
 
Poderá efectuar a inscrição por por e-mail em info@labgem.org, indicando
 
- Nome
- Empresa, Organização, Escola (se aplicável)
- Número de Associado da UACS
- Escolha da sessão (laboral ou pós-laboral)
- Contacto telefónico ou outro
- Se tem lupa de 10x ou necessita de uma para a parte prática
 
- Após a inscrição serão pedidos os dados fiscais para emissão do recibo contabilizável.
 
Estacionamento e Transporte - Existem dois parques a menos de 2 minutos da UACS - R. do Salitre e R. Mouzinho da Silveira, existindo também Metro - Estação Avenida e Marquês de Pombal, e autocarros variados que param na Av. da Liberdade, R. Braancamp e R. Alexandre Herculano.
 
Importante: Dado o número limitado de lugares, a inscrição será feita por ordem de chegada, dando-se preferência a quem tiver efectuado o respectivo pagamento antecipado
 
 
SEMINÁRIOS
22 de fevereiro de 2008