História da Utilização das Pedras Preciosas na Joalharia
 
PLUM-ATELIER irá promover em Abril um workshop dedicado à história da utilização das pedras preciosas na joalharia. As quatro sessões deste workshop, conduzidas pelo gemólogo Rui Galopim de Carvalho, terão lugar no Atelier na Praça da Figueira, 7, 3º Dto, em Lisboa, às segundas e quartas feiras de 7 a 16 de Abril, das 19:30 às 21:30 e abordarão temas que vão desde as gemas na joalharia medieval às pedras sintéticas e artificiais que surgiram no século XX, tal como consta na sinopse e programa, em baixo. Estes conteúdos interessarão a profissionais do ramo, penhoristas, avaliadores, antiquários e coleccionadores, investigadores e estudantes.
As inscrições são limitadas e aceites por ordem de chegada, havendo um preço especial para Associados da APA - Associação Portuguesa de Antiquários e para estudantes.
 
 
Pedras Preciosas na Joalharia: História da Utilização
 
Datas: 7, 9, 14 e 16 de Abril (segundas e quartas) das 19:30 às 21:30
Local: Plum-Atelier, Praça da Figueira, 7, 3 Dto (Lisboa)
Custo: 100 euros (desconto de 10% a associados da APA e a estudantes - desconto adicional de 5% para mais de uma inscrição da mesma empresa) 
 
 
Programa
 
7 de Abril: Da Idade Média aos Descobrimentos Portugueses
A diversidade e quantidade de materiais gemológicos na joalharia da Idade Média contrasta em muito com a que os descobrimentos veio a proporcionar, designadamente com as pérolas, diamantes, safiras e rubis do Oriente, mas também com as pérolas e esmeraldas do Novo Mundo. Desenvolveram-se novos estilos de lapidação, abandonando-se progressivamente as formas irregulares meramente polidas e os cabuchões, passando a prosperar as pedras facetadas.
 
9 de Abril: O Séc. XVIII e XIX as Gemas do Brasil
Com o descobrimento do ouro Brasil, no final do séc. XVII, aumentam as campanhas de prospecção pelo território, localizando-se, primeiro, o diamante que chega à Europa em quantidades nunca vistas. Outras gemas como o topázio imperial, o crisoberilo (a chamada crisólita), a ametista, a água-marinha, a granada e outras pedras incolores como o topázio, cristal-de-rocha e goshenite começam também a inundar as oficinas dos ourives de setecentos e oitocentos, revolucionando completamente o conceito de jóia. As cravações fechadas, com folheta reflectora, colorida ou não, as lapidações em talhe brilhante antigo marcam presença forte nesta joalharia, onde termos como "minas novas" assumem ainda uma importância de relevo no comércio.
 
14 de Abril: Os Boom dos Diamantes Africanos na Joalharia Mundial do séc. XIX. As pedras de cor e a Art Noveau.
A segunda metade do séc. XIX é fortemente marcada pela descoberta dos colossais jazigos diamantíferos Sul Africanos em Kimberley e pela constituição da que foi a mais relevante corporação diamantária do Mundo: a De Beers Consolidated Mines, hoje conhecida como DTC - Diamond Trading Company. Já quase no virar do século, começa a utilizar-se a platina como metal nobre em joalharia, designadamente pela casa Cartier, sendo neste período que também se descobrem as safiras em Kashmir, na Índia, que ainda hoje atingem níveis de popularidade invulgares. Num outro registo, os artistas joalheiros do movimento Art Nouveau iniciam um percurso de utilização de outras pedras de cor até então pouco utilizadas, nomeadamente as opalas, pedras-da-lua, turmalinas, assim como outros materiais mais invulgares de que René Lalique é um importante percursor.  
 
16 de Abril: As Pérolas de Cultura e as Pedras Sintéticas no séc. XX
É no séc. XX que se desenvolvem as tecnologias para a produção comercial de diversos materiais gemológicos em laboratório, sendo o rubi (pelo método de fusão de Verneuil) o que espoletou fez mais sensação não só pela sua larga aplicabilidade na indústria de relojoaria, mas também porque foi por causa destes sintéticos que há precisamente 100 anos tiveram lugar, em Londres, as primeiras acções de formação em gemologia. Nos anos seguintes anunciou-se a produção de safiras de todas as cores, espinelas e, mais tarde, quartzos e esmeraldas. O diamante sintético, conhecido desde a década de 1950, apenas teve qualidade gemológica e custo viável no final do século. Os anos 1920 viram também, no Japão, as primeiras pérolas de cultura que abalaram fortemente os mercados internacionais numa altura de grande escassez da pérola natural, nessa altura de custo muito elevado. Foi a necessidade de separar entre estes dois produtos que conduziu à instalação do primeiro laboratório gemológico do Mundo.
 
 
INSCRIÇÕES
Poderá efectuar a inscrição por e-mail para info@labgem.org, ou por telefone 219242468, indicando
- Nome
- Empresa, Organização, Escola (se aplicável)
- Número de Associado da APA (se aplicável)
- Contacto telefónico ou outro
 
Estacionamento e Transporte - Parque da Praça da Figueira a menos de 1 minuto da Plum-Atelier. Metro: Rossio (saída Praça da Figueira mesmo em frente ao Atelier). Eléctricos: 12, 15. Autocarros: 2, 9, 36, 37, 40, 44, 45, 60, 90, 91, 711, 714, 732, 746, 759, 790
 
 
Importante: Dado o número limitado de lugares, a inscrição será feita por ordem de chegada, dando-se preferência a quem tiver efectuado o respectivo pagamento antecipado
 
 
História da Joalharia
21 de fevereiro de 2008
Grande peitoral em prata e ouro com crisoberilos, topázios imperiais e diamantes. Portugal Séc. XVIII. Arquidiocese de Évora. Foto Carlos Pombo Monteiro © Fundação Eugénio de Almeida