Basalto como Material Gemológico?
 
Quando se fala em pedras preciosas pensamos imediatamente nos diamantes, esmeraldas, turmalinas, topázios, enfim, nas gemas que habitualmente vemos usadas em joalharia, cravadas em metal nobre, seja ele o ouro, a prata, a platina ou o paládio e, nas correntes estéticas de acessórios modernos, o aço e o titânio. Não é comum, porém, pensarmos que uma rocha vulcânica tão banal como o basalto, bem conhecida nos Açores e na região saloia de Lisboa, possa ter potencial em joalharia.
Um criador e designer Micaelense, Paulo do Vale, anda a explorar este material há anos, com a particularidade de utilizar exclusivamente basalto dos Açores, mais precisamente da sua ilha, S. Miguel. Em alguns dos exemplares, são visíveis pequenos xenocristais de olivina, mineral vulcânico comercialmente conhecido em gemologia como peridoto. O contraste da rocha negra com o ouro e a prata polida e oxidada, por vezes enriquecida com diamantes (também estes vulcânicos - mas de proveniência bem diversa), têm sido aliados deste jovem criador que promove as suas peças com o argumento de que aí está um pouco do solo que pisamos, um pouco dos Açores, um pouco de Portugal!
Materiais Gemológicos
2007/06/17